"Devemos ser leais para com os nossos gostos e instintos", dizia Philip Quarles. "Para que serve uma filosofia cuja premissa maior não é a expressão racionado de nossos sentimentos? Se nunca tivemos um acesso de fervor religioso, é loucura crer em Deus. Da mesma maneira que será loucura crer na excelência das ostras, se não as podemos comer sem sentir náuseas."
Aldous Huxley - Contraponto, pg 21
Hoje um fotolog aleatório por aí me fez lembrar do tio Huxley - esse cara foi praticamente meu guru durante uns anos. Depois de ter lido tudo dele que me cai nas mãos, acabei assimilando bastante e me cansando um pouco - só fui ter outra empolgação assim de literatura muito boa perfeitamente aplicável à vida diária com Umberto Eco, uns bons anos depois.
Comecei a reler o Contraponto - o primeiro livro do Huxley, também o primeiro dele que eu li. Não tem mais aquela sensação de novidade incrível - de pensamentos perfeitos nos quais eu nunca tinha pensado ou nunca saberia organizar rigorosamente em palavras, mas o fascínio continua. Sentimento acolhedor e confortável como lembrar de um colo.
On November 08 2009
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