gosto da mecânica do fotolog, e da - por que não? - obsolência. magina que loco pros dias de hoje entrar em um site pra ver um único post de uma única pessoa. sei la, isso de falar o que se pensa passou a requerer muito cuidado pras palavras não voltarem contra si. mas tudo bem, são palavras e não pedras.
____________________________________________
tá terrivelmente quente desde ontem, e eu poderia estar em vários lugares diferentes. mas eu prefiro vir para o que tem me servido como referência de casa, do jeito que é, cheio de pequenos problemas, dois bons ventiladores e sombra por todo o pátio. além de me servir como a melhor desculpa pra não ser grossa. eu não digo que não estou afim de ir a tal lugar ou ver tais pessoas, eu digo que vou a charqueadas e assunto se finda. nem sei por onde anda o celular e não tenho feito nenhuma questão em carregar a bateria quando acaba. ninguém liga mesmo. e não digo sobre fazer uma ligação. ninguém liga mesmo. não sei aonde deixei o entusiasmo. a droga é que ele aparece a custo de muita sedução, bebida, gente bem bonita, bem relacionada e bem empregada. e deus facebook sabe quantas delas eu conheço, quantas delas são até legais, o quanto descontraem, passam um alto astraaal, sabe. e juro que o entusiasmo vai embora na primeira ressaca. com força. por isso pulei a primeira etapa faz um tempo. ficar toda faceira pra depois cair na real é um mal que tem me ocorrido demais nos últimos tempos e em completa sobriedade. imagina se eu caio na armadilha, a bagunça que não seria?
____________________________________________
as duas coisas que eu mais amo na vida são as artezinha e música. a segunda me levou a primeira, desde quando eu roubava somente as capas dos discos do meu pai e deixava ele envolvendo aj bolacha em saco plástico, até moça, quando comecei a sair e querer participar da cena com alguma coisa. fazendo as artezinha, no caso. uma eu domino, mesmo que sabendo do quanto preciso evoluir, e a outra eu admiro. quando a gente domina uma coisa, não consegue admirar. encontra defeitos, coisas que podiam ser melhoradas e quando acha que está ok, pensa que droga que não foi tu que fez. e quando a gente admira uma coisa, ela que nos domina. somente os leigos se entregam. já pensei desde piá em aprender algum instrumento - já que eu gostava tanto de música - mas nunca foi aquela coisa latente. já pensei ano passado, de novo. mas, meu, como eu posso deixar perder a sensação que eu tenho quando escuto uma música que eu gosto. como eu poderia ousar achar defeito naquilo que me levou a descobrir o que eu queria, me tirou de casa e me fez andar com as próprias pernas? como?
____________________________________________
as línguas não cabem mais dentro das bocas. de verdade. erro na genética, falha evolutiva, sei la. escrevi várias vezes sei la ao longo da digitação, o que confirma a minha ideia de mim mesma que eu não sei de nada. sabem mais de mim do que eu (lima, rodrigo). hoje, se eu pudesse me esconder, eu o faria. dessa vez eu juro que não é desculpa. dessa vez eu ando cansada. cansada até de me repetir, de sofrer pelas mesmas coisas, de reclamar e não mudar muita coisa. cansada de saber das coisas motivacionais que me diriam. tudo isso acontece por causa do fantasma-racional-criado-pelo-ocidente que alguém deve ter martelado bem forte na minha infância e que não me deixa em paz. quando chega aquela hora sagrada de dormir, aquela em que fico completamente sozinha, me pergunto como pode muita gente colocar a cabeça no travesseiro e conseguir dormir. mas daí vem o fantasma e me diz que se um corpo está cansado e necessita de, em média 8 horas diárias de descanso, não importa a quantidade de merda que faça ou fale: o sono, mesmo que não sendo o dos justos, vem.
On January 22 2012
Edit