CALMA

Foto: http://www.flickr.com/photos/doremon313/3547143251/


Tenho uma poesia dentro de mim e um medo irracional. Mas meu âmago luta contra a mais breve das imagens, e tenta embaralhar os versos. A ferida eternamente aberta e que alerta que não há mais volta. Basta o menor dos descuidos para ela tomar vida e nascida começar a querer deixar a gaveta. Como poderei desmentir então? Como explicarei que tudo não passava de ilusão? É necessário evitar que as palavras se formem no horizonte, que este exército marche além das muralhas, não suportaria mais uma guerra. Há quem me acuse de traição ao ceder a razão. Mas não poderia continuar agindo estupidamente sem direção. Meus ideais inevitavelmente morreriam em um erro banal. Assim ao menos resisto e mantenho vivo o que acredito.

Minha querida poesia, não mereces nada menos do que uma realidade, recuso-me a lhe traçar em vão

Danilo M. M.

Ao som de: "Princesa"/ Ludov

[i]“Como seria melhor
se não houvesse refrão nenhum
mas há.

E no seu apartamento
Ela se esquecia de tudo
Não havia contratempo
ela segurava o seu coração
e largava as roupas pelo chão.”[/i]


On March 18 2010 Edit







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