Pessoas De Plástico Não Morrem, Mas Também Não Vivem
Não venha falar de respeito a moral, ética e aos padrões. Realmente eles existem, precisamos de alguns, mas acontece que o “politicamente correto” está em moda cada dia mais e isso realmente não é agradável. Falar disso o tempo todo, só mostra quão robôs falsos e prepotentes somos.
Não me agrada pelo fato de que, todos temos defeitos, todos erramos e também temos qualidades. E tendo-as não tem como ser bom o tempo todo. O ser humano é dois. Nem todo bandido é completamente mal e nem todo herói é totalmente bonzinho. Entristece saber que existe esse padrãozinho na hora de julgar. Padrão equivocado. O ser humano é por um lado instinto- tomado pelos desejos mais primitivos e supérfluos. E por outro lado, o ser humano é Gregório, humano, social. Ou tenta ser.
E essa tentativa não pode ser tomada como radical, intrínseca. Porque aí, estaríamos nos colocando na fogueira junto disso tudo. Estamos criando robôs mais bem adestrados a cada momento que isso ocorresse. Percebe que o grande desejo do ser humano é ser tornar uma máquina. Perfeita, movimentos calculados, café na hora certa, jornal lido inteiro, e-mails todos respondidos, beijo dado, banho tomado.
Onde está a liberdade do ser humano?Onde está o poder de fazer as coisas sem que precise de um relógio contando friamente os minutos? Quem está contando as linhas? Será que deu 25 já?
O meu medo, é ver que nesta brincadeira pela ordem social, Criaram-se regras, padrões, condutas que num determinado momento ultrapassou o ego, foi além, reinventou-se e recriou ou ser humano. Nisto quem perdeu fomos nos. E nossa grande e bem velha liberdade. Triste, não?
On February 25 2010
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