Você apareceu... Uma, duas, três vezes e eu não consegui controlar o impulso, impulso sistematicamente forte.
Me rendo, bebo todas, caio, me descontrolo, perco o nexo e os sentidos também. Te vejo de longe, aceno, finjo desinteresse, me acanho.
Vou e volto... Não me controlo. Minhas mãos eram fortes, mas meus joelhos eram demasiado fracos, caí de submissão, me lanço, me leio, me rasgo e me deixo no chão.
Volto pra realidade, me esvazio e te encontro, a vi falar enquanto olhava pro seus olhos, a vi dançar enquanto seu sorriso deslumbrante palpitava seu rosto.
Saio correndo e esqueço algo. Manhãs, noites, madrugadas, madrugadas e mais madrugadas, semanas ...
Reencontro, corda bamba, condição, aceleração, vem e toca e me completa e me revigora e se torna latente em.
Seus dedos eram gélidos, sua pele era branca, e em suas mãos haviam sangue, o mesmo sangue do meu peito, pois estava ali aquele algo que eu havia deixado.
Kaliandro Souza
On January 21 2012
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