Crônica de um dia qualquer
Acordo mais uma vez.
É dia. É cedo.
Meu corpo implora por mais descanso, já que consegui dormir há apenas uma hora. Mas para o mundo, minha saúde não importa. Preciso levantar e cumprir minha missão na grande máquina alienada da sociedade.
Lavo o rosto.
Sol, pessoas, barulho. Caminho apressado como a lei por aqui manda.
Vejo um carro de cor bonita, mas não tenho tempo para apreciá-lo.
Não fui feito para as cidades. Eu não pertenço a esta lama!
Mais um dia nadando na lama, mas jamais serei um porco.
Olá, cidade. Por hoje.
Um dia será adeus.
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FOTO: Rodrigo Cardozo
&
GRAFIA: Andrei Simões
On June 01 2009
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