É logo amanhã...

Foto: Eu [com 1 ano], minha mãe, no dia do meu batizado.

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Estou praticamente inativo no fotolog, não postei nada o ano todo, senti muita falta de soltar algumas coisas aqui, mas nem sempre é fácil.

É tão provável que eu continue com minha ausência, quanto eu continue a me sentir como sempre estive.

Muitas vezes ensaiei um novo recomeço, mas não tinha forças para seguir à diante.

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Vamos ao motivo deste post [q se vc ler todos os outros últimos posts de cada ano, vai notar que sempre estão falando a mesma coisa!].

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Dezembro sempre foi um mês que me derrubou emocionalmente, as expectativas, os anseios e alegrias por um novo ano nunca me trouxeram muita coisa.

Quando criança, [já contei isso aqui] me escondia de todos meus familiares durante as festa e chorava [coisa emo demais, mas é uma verdade], talvez por me sentir deslocado dentro de tudo aquilo, e não entender muito bem o pq daquela comemoração, isso só mudou no dia em que meu pai me encontrou escondido, e sem me entender, chorou comigo [essa provavelmente é a lembrança de laço afetuoso e mais forte que tenho dele, pois nunca nos demos muito bem].

Os anos seguintes a aquele, passei a fazer parte das festas, simplesmente passei a me divertir, mas ainda continuava a não entender muito bem. Virou tradição viajarmos para minha família que mora no interior de SP, e passamos a ter a tradição de que depois da virada, faziamos uma guerra d’ água.

Os anos passaram, meus pais se separaram, parentes se foram, eu entendi tudo aquilo, e continuei a não gostar desse período do ano.

Me recordo de quando trabalhei no centro, e sempre tínhamos que fazer plantão nessa época, e no ultimo dia útil da ultima semana do ano, rolava uma coisa muito incomum, dava o horário comum do final de expediente [por volta das 17hs ou 18hs] e começava a chover papel picado por todas as janelas dos prédios do centro, as pessoas simplesmente jogavam aquele papeis que iam para as maquinas de triturar pelas janelas, e ficava a rua Boa Vista e suas paralelas e adjacentes cobertas de papel triturado. Eu me sentava nos degraus da saída do prédio em que trabalha e esperava por meus amigos para irem embora comigo, era uma coisa de 10 ou 15 minutos, e de repente o centro estava devastado, pouquíssimas pessoas ainda andavam por lá e muito sujeira no chão, foi o começo de tudo para mim.

Me sentia nostálgico e ao mesmo tempo triste, as pessoas se sentiam libertadas ao jogar aquele monte de papeis pela janela, para mim era como e elas estivessem se esquecendo do seu passado e passando a olha só para o ano futuro, para mim era algo mais como angustia.

Dezembro é o mês das retrospectivas, das lembranças, sejam elas boas ou ruins, em mim uma grande reflexa [mesmo que de forma involuntária] do que foi o meu ano, e mesmo tendo coisas ótimas, me sai com um gosto amargo.

É acordar mais cansado do que na hora em que fui dormir, uma tristeza por ter que continuar a seguir os mesmos caminhos, uma sensação de ter adoecido [mesmo que estando “aparentemente” saudável], as coisas que já não são e nem poderão ser como antes, é não saber se quer quem mesmo é você.

Fico pensando, é a ultima balada/viagem/rolê/encontro/transa/etc. do ano, mas e ai, ano que vem esta logo ai, é logo amanha, só mais um dia, um mês, um ano.

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Para quem por acaso ler isso, diante de suas expectativas, tenha um bom ano novo, seja muito feliz e consigo chegar cada vez mais perto daquilo que tanto almeja.

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Bom é só tudo isso mesmo!!!

Petelecos na orelha de todos.


On December 18 2009 Edit







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