Everybody's changing and I don't feel the same.
Há coisas das quais abrimos mão. Encaramos a verdade; é imutável e não há motivo pelo qual insistir.
Outras, nos doem ter que abandonar, então, atamos um nó fácil de desamarrar, mas que nos lembra que nem tudo está perdido. Sabemos que o que podíamos fazer já foi feito, tendo sido noticiado ou não; e nos resta esperar que o outro reaja. É que queremos, quase agonizamos esperan do que haja a tal reação... mas infelizmente alguns sentimentos são sutis demais para serem percebidos por quem não está prestando atenção.
Há horas em que a desistência paira sobre todos e sobre todas as situações. Sempre devemos pensar se realmente não podemos fazer nada, e principalmente se temos feito ou já fizemos.
Pensar que qualquer atitude futura não vai mudar para melhor o que desejamos reconquistar é tolice, virtude dos preguiçosos. Perceba que a tentativa, a cura e todo minucioso cuidado e trabalho não tem vindo de ti. E perceba que o próximo não estar colaborando não sempre significa que ele não está ansioso pela tua atitude, tua colaboração. Se ele não parece interessado em consertar tudo, é porque cansou de tentar e não ser percebido. Se esforce... mas apenas se ainda achar que vale a pena. Ninguém precisa de dó.
Nós precisamos nos sentir queridos. Ser bem tratados. Precisamos receber sorrisos, porque quando só queremos ajudar e o alvo desta ajuda te oferece uma cara fechada, é como se todos seus problemas tivessem sido causados por ti mesmo.. e quem vai ter coragem de mostrar-se solícito, se quem precisa disso está fechando cercas e esperando por abraços que não são nem um pouco convidativos?
São as mazelas do mundo. Aham.
Pessoas desistindo de ser, e outras sem sensibilidade para perceber.
Sem sensibilidade para contornar.
Sem vontade de melhorar.
Tenho tantas coisas engasgadas dentro de mim.
São tantas lágrimas que simplesmente nunca caem.
São palavras que não saem.
São 'vizinhos' meus que se mudaram para um planeta muito muito distante do que costumávamos viver... Um planeta que eu não conheço, não reconheço e não quero conhecer.
Sinto como se já não tivesse tanto a perder, visto que já perdi muito.
Sinto que está ficando cada vez mais difícil conviver com maneiras e atitudes que reprovo...
Não sei mais dar um conselho ou uma boa palavra, porque já gastei todos e todas, muitas vezes em vão. Quase sempre.
Não sei mais passar a mão na cabeça de ninguém, porque minha maior carência é quase nunca ter tido isso.
Me sinto velha, cansada, meio sofrida. Tão ingrata a tudo que tenho... mas não vou me martirizar por estar reclamando. Não hoje.
O clima está pesado. Os dias são quentes e confusos.
Quando eu preciso de uma palavra doce, ou uma risada, recebo conclusões equivocadas e xingamentos...
E é assim que eu vou perdendo a vontade de falar... Perdendo a vontade de ser notada.
Sei, minha necessidade é de descobrir que alguém, ou "alguéns" me amam, me valorizam. Mas não peço por isso. Tudo muda. Vou me acostumar com uma vida mais 'aparte'.
É possível estar vivendo em alguns sentidos a melhor parte da minha vida, e mesmo assim me sentir cada vez mais triste? Ou menos feliz? Não, me expressei errado, eu quis dizer, com felicidades bem mais amenas e dificuldades bem mais gritantes?
Quero minhas irmãs, quero viajar com minha família, ir conhecer vinícolas e comprar material escolar, quero pular ondas e comer milho, quero desenhar, quero andar de lancha, quero conhecer lugares diferentes e ir a restaurantes estranhos, quero meus pais rindo comigo, quero que os dois se preocupem menos, quero jogar pontinho de noite com a Cacá, o Pedro, a Pati, o Felipe e o pai, e depois olhar um filme de quase cinco horas, comendo e conversando.
Quero ir pra campanha com minhas melhores amigas e sentir medo do lobisomem Ryan. Rir do cachorro-porco, sair com elas, tirar fotos, excursões, posos...
Quero voltar a ser criança, porque não é mais o que somos. Podemos dizer que éramos ano retrasado. Não mais.
Quero minha marida Loullye tendo conversas imensas comigo e me contando da vida dela sem cortar um pedaço interessante.
Quero me divertir com as coisas mais simples.
Me sinto tão inútil, que quero voltar às aulas. Quero estudar, quero aprender.
Quero e preciso do meu namorado comigo.
Meu amor que me faz sentir importante pra alguém.
Eu te amo muito... e como eu já te disse, tua falta até doente me deixou!
Pitty, Sony, Zip e filha-preta-não-nomeada, eu amo vocês.
Pingola, tu é retardado mas eu sei que tu gosta de mim e eu gosto de ti.
Titinho, obrigada por me amar e cuidar de mim. Teus narizinhos me curam. Te amo.
Okay, me sinto 10 gramas mais leve, por ora.
You're gone from here. Soon you will disappear.
On February 06 2010
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