Documentário vai contar a aventura dos Mamonas Assassinas
Chegou ao cinema documentário sobre a banda Titãs. Retratos ficcionais do poeta Vinicius de Moraes, do cantor Cazuza e do compositor Noel Rosa seduziram plateias. Até março, será lançado o filme Mamonas Doc, de Cláudio Kahns, com imagens inéditas do grupo inclusive da época em que ele se chamava Utopia. A fita surgiu de projeto para ficção sobre a banda Mamonas Assassinas, cujos integrantes morreram em desastre aéreo em 1996.
As pessoas estão olhando mais para o Brasil. O que fazemos melhor é música. Então, é inevitável o olhar do cinema sobre ela, inclusive tentando entender o país, afirma Kahns, lembrando que esse caminho nunca foi estranho à cinematografia nacional. No filme, vão ficar claros o talento, a irreverência e a capacidade do Mamonas de ser profundamente brasileiro. O grupo continua forte e presente. Em toda festinha infantil tem a hora Mamonas Assassinas, brinca o diretor.
Há sempre boas histórias na vida de grandes artistas, mas registrá-las não é tarefa simples. Não sabemos guardar material audiovisual, é difícil encontrar imagens. Quando você encontra, estão deterioradas, explica Kahns. Outra dificuldade: é obrigatório obter autorização de todos os que estão em cena.
LIVROS Todos os cantos é o nome da coleção da Editora 34 dedicada à música popular nacional e estrangeira. O segmento brasileiro é variado: caipira, rock nacional, jovem guarda, afropop e manguebeat. A marca dos volumes, explica o editor Alberto Martins, é informação de qualidade e texto jornalístico. Os campeões de venda são Tropicália e A divina comédia dos Mutantes, de Carlos Calado; Dorival Caymmi, o mar e o tempo, de Stella Caymmi; e A era dos festivais, de Zuza Homem de Mello.
Como entender a lista? A boa cultura brasileira transita entre modos, gêneros e faixas etárias distintas. Está em vários estratos, dos mais populares aos mais sofisticados, responde Martins. De acordo com o editor, trata-se do único setor da cultura brasileira que tem continuidade histórica. A diversidade de autores e obras talvez se deva à vontade de atender à carência de público, que mistura a geração mais velha, saudosista do pico de criatividade de outros tempos, com gente mais nova, que ouve falar dos artistas e movimentos, mas não sabe quem são. A moçada consumidora de DVD tem ouvido para tudo isso, observa Alberto Martins, citando a popularidade das rodas de samba entre os jovens.
O editor da 34 atribui o fato de a maioria dos livros ser escrita por jornalistas à intimidade desses profissionais com o assunto, enquanto a universidade demorou a reconhecer o tema como área de estudo.
On January 18 2009
Edit