Senhores Amaral e Rocha

Vulgo Rô e Gaaaatoooo. Nos conhecemos fazem 14 anos.

Falando da passagem do tempo... Creio que depois dos meus primeiros meses com a mão na massa atuando como pedagoga está na hora de fazer um balanço.

SE eu não adorasse o que faço teria desistido nos primeiros cinco minutos dentro de uma escola. É assustador a quantidade de pessoas que não querem em hipótese alguma sair da zona de coforto.

O que seria a zona de coforto?

Sabe quando você não reflete? Não pensa no que faz? Não busca entender uma situação tão pouco pensar em alternativas para mudar? VALE PARA TUDO NA VIDA, especialmente se você é obrigado a cursar o ensino fundamental e médio. ;P

Tenho visto nestes meses pessoas tão confortáveis em situações absurdamente stressantes que me assustei. No início, as julguei. No final, as compreendo.

Seja em escola pública ou particular o nível de stress dos professores e alunos tá alarmante, crítico, aterrador! Quase entrei nessa onda, viu? Mas como sou uma pessoa inquieta... Compreendi que esse stress pode ser aliviado, dificilmente superado.

Por quê não pode ser resolvido?

Muito simples: numa sociedade predominantemente consumista que valoriza a educação só para o consumo, tanto o professor quanto o aluno não tem o menor saco de ir/permancer na sala de aula.

No final das contas, eu não posso resolver os problemas dos professores e alunos, só indicar caminhos que... Podem ser percorridos, os resultados dependem deles, não de mim. Até aceitar isso... Foi tenso. Foram grandes poderes que vieram com grandes responsabilidades e apesar do poder estar nas minhas mãos, a responsabilidade acabava sendo do coletivo, ou seja... Pra alguém acostumada a por a mão na massa e fazer sozinha, eu tive que conter meus impetos e CONFIAR que cada um pode ser responsável por um coletivo.

Lógico que... Não existe uma resposta absoluta, a amostragem final apresentou casos que deram resultados e outros que não. Lidar com a complexidade sem esperar pelo absoluto (formula mágica) foi algo que aprendi. Não existe UM problema e uma SOLUÇÃO, existe um DESAFIO e um CAMINHO.

Ensinar/aprender EXIGE que você saia da zona de conforto. Exige desafio. Exige queima de neurônio.

Se as partes não tem consciência disso, ninguém aprende, nem ensina. E bem... Não acredito em nota de prova, odeio provas. Argh. Odeio sujeitar alunos às provas, odeio. Prova não prova porra nenhuma. Ok, exagerei, num é bem assim. :P É que realmente odeio provas, ainda mais quando são provas que não provam porra nenhuma: mal feitas, mal aplicadas, mal corrigidas. Elaborar uma prova é uma arte que poucos professores dominam.

De todas as experiências que tive, as melhores foram sem dúvida em sala de aula com os alunos. Na ONG são quase 700 alunos diretos e 2.500 indiretos no projeto que coordeno. No colégio são 450 alunos indiretos.

Uma coisa que descobri na prática é: COMO SUGA A ENERGIA DA GENTE DAR UMA AULA!!!!!!!!!!!!! Suga no melhor dos sentidos, claro. Não tenho problemas "sérios" de disciplina com os alunos que tive no semestre, porém, minha atividade mental chegava em níveis assustadores durante a aula e caramba, acompanhar o desempenho de cada aluno durante os exercícios, tomar notas, enfim FAZER TRABALHO PEDAGÓGICO DECENTE SUGA A ALMA!!!! E confesso que... Agora entendo por que professor reclama tanto de salário. Não há dinheiro que pague dedicação e responsabilidade no educar.

Um professor pode dar uma aula, dar uma prova e você tirou nota pra passar. Pronto! Tá tudo resolvido. Você faz de conta que aprende, ele faz de conta que ensina, você tira diploma e todos ficam felizes.

Infelizmente isso não funciona comigo, porém, eu entendo e NÃO condeno os professores e alunos que não saem da zona de conforto. É um desafio que acaba com você no final de um dia a ponto de só se querer dormir, tamanho seu esgotamento mental em se DEDICAR ao que faz: seja estudar, seja ensinar.

Semestre que vem, meus desafios serão BEM maiores, veremos até que ponto chegarei e SE conseguirei tirar mais professores e alunos da zona de conforto.

Engraçado, escrevo no fotolog, mais por hábito do que tudo, ninguém passa mais por aqui. :) Gosto de escrever, fazer o quê?

On July 20 2010 Edit






aioria13

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  • cafe

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