"- Peço-lhes que ampliem os horizontes da mente para respeitar, aquilatar e exaltar acima de tudo sua condição de seres humanos. Meu maior sonho é que possamos formar uma rede de seres humanos sem fronteiras em todas as nações, em todos os povos, em todas as religiões, em todos os meios científicos. Uma rede de seres humanos que resgate a natureza humana, o instinto de espécie que perdemos. A humanidade vive num caldeirão de tensão pela loucura da competição predatória, pelo desrespeito às regras internacionais do comércio, pelos conflitos sociais, pela devastação do meio ambiente, pela dificuldade de interiorização e de retorno às nossas origens. A Revolução Francesa ocorreu há mais de dois séculos. Falamos dela como se tivesse ocorrido ontem, mas quando olhamos para o futuro não temos nenhuma garantia de que nossa espécie sobreviverá mais um ou dois séculos.(...) - E propôs fundar a sociedade dos seres humanos sem fronteiras, apoiada em apenas quatro princípios:
a) acima da raça, cultura e nacionalidade, enfim, acima de sermos chineses, americanos, europeus, palestinos, judeus, negros, brancos, amarelos, devemos nos posicionar como seres humanos sem fronteiras, que têm o compromisso vital de proteger a espécie humana e o meio ambiente; b) lutar contra toda forma de discriminação e apoiar toda forma de inclusão; c) respeitar os diferentes; d) promover a interação entre povos de diferentes culturas e crenças.
(...)
- Nada mais utópico.
- Você tem razão. Nada mais utópico, imaginário, virtual, romântico. Mas retire a utopia e seremos máquinas. Retire a esperança e seremos servos. Retire os sonhos e seremos autôtamos. Se os líderes empresariais e políticos pensassem como espécie, dois terços dos problemas da humanidade seriam solucionados em um mês. E isso não é utopia, um sonho virtual."

On March 10 2010 Edit







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